Prevenção e proximidade com o público são focos da Brigada Militar no Carnaval 2026
Proteção a mulheres e crianças e atuação integrada entre comandos de todo o RS ampliam a segurança dos foliões
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A prevenção é a palavra de ordem da Brigada Militar para o Carnaval 2026 em todo o Rio Grande do Sul. Com planejamento antecipado, reforço de efetivo e presença ostensiva nas ruas, a Corporação aposta na proximidade com o público e na atuação integrada para evitar que situações de risco se concretizem. Durante o período de festividades, o policiamento será intensificado nos principais pontos de concentração, com destaque para o policiamento a pé, que terá papel estratégico na proteção dos foliões, especialmente de grupos vulneráveis, como mulheres e crianças.
A modalidade aproxima o policial do cidadão, facilita a identificação de atitudes suspeitas e permite respostas mais rápidas a ocorrências, esclarece o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel PM Douglas da Rosa Soares. Além disso, fortalece a sensação de segurança em meio às aglomerações típicas do período. A Brigada Militar também chama a atenção para a responsabilidade coletiva. Ao presenciar casos de assédio, importunação sexual ou qualquer forma de violência, a orientação é clara: acionar o 190. A comunicação ágil possibilita que a guarnição mais próxima intervenha sem demora.
O coronel PM Douglas destaca que a operação foi estruturada para agir antes que os conflitos surjam. “Nesta Operação Carnaval, a Brigada Militar organizou seu planejamento com foco na prevenção, atuando junto aos organizadores de eventos em todo o Rio Grande do Sul para antecipar problemas que se repetem todos os anos. Nosso foco é a segurança do folião e de todas as pessoas que circulam nos locais de festas e desfiles”, ressalta. Segundo ele, o principal objetivo é prevenir situações recorrentes nesse período, especialmente aquelas que envolvem grupos vulneráveis. “Essas ocorrências já estão previstas em nosso planejamento, sempre com o propósito de cuidar das pessoas”, enfatiza.
Identificar situações de risco
O coordenador operacional da Operação Carnaval 2026, coronel PM Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, reforça que a integração entre os comandos é fundamental para o sucesso das ações. Conforme orientação da coordenação operacional, todos os comandos regionais e especializados devem manter contato permanente para repassar informações, solicitar apoio e ajustar o emprego das tropas conforme a necessidade.
A diretriz, esclarece o coronel Dirceu, inclui diálogo constante com as prefeituras, fortalecendo a articulação institucional e ampliando a segurança dos festejos. A presença ostensiva tem como objetivo inibir condutas criminosas e ampliar a sensação de segurança. A estratégia é identificar situações de risco ainda em estágio inicial, evitando que evoluam para ocorrências mais graves, pontua o coronel.
A proteção às mulheres e o enfrentamento à violência de gênero também integram o planejamento da Operação Carnaval 2026. O coronel Dirceu, enfatiza que assédio não é brincadeira e não faz parte da festa. “Todo pedido de ajuda, seja explícito ou silencioso, deve ser levado a sério. A Brigada Militar está preparada para acolher, proteger e agir com firmeza. Carnaval é tempo de alegria, e não de violência”, afirma.
Os sinais silenciosos
Segundo o tenente-coronel PM Cristiano Moraes, Chefe da PM3 do Estado-Maior da Brigada Militar, todas as forças de segurança do Estado estão mobilizadas em um esforço conjunto para prevenir e reprimir esse tipo de delito. “Realizamos diversos encontros de alinhamento e prevenção, com ações praticamente em todos os municípios do Rio Grande do Sul. Já há algum tempo, incluímos nos cursos de formação e nos cursos especializados conteúdos voltados ao atendimento qualificado de vítimas, especialmente mulheres. Em todas as unidades da Brigada Militar há grupos treinados para realizar esse acolhimento de forma técnica, humanizada e segura”, destaca.
O tenente-coronel Moraes também chama a atenção para a importância dos sinais silenciosos de socorro, que podem ser decisivos em situações de risco. “Nem sempre a vítima consegue verbalizar o pedido de ajuda. Por isso, nossos policiais são capacitados para identificar sinais universais de socorro, inclusive gestos feitos com as mãos. Um simples movimento pode indicar que aquela pessoa está sob ameaça. Estamos atentos para reconhecer esses sinais e agir imediatamente”, explica. Durante o Carnaval, viaturas da Patrulha Maria da Penha também estarão no reforço do policiamento, ampliando a rede de proteção às mulheres.
SAIBA MAIS
Gestos de pedido de ajuda
• Entre os principais sinais reconhecidos está o Sinal Internacional de Socorro com a Mão. Trata-se de um gesto discreto, que pode ser feito sem chamar a atenção do agressor.
• A Brigada Militar do Rio Grande do Sul já registrou ocorrências em que policiais identificaram o sinal, prestaram atendimento à vítima e efetuaram a prisão do agressor por lesão corporal.
O sinal consiste em:
• Mostrar a palma da mão aberta
• Dobrar o polegar em direção à palma
• Fechar os demais dedos sobre o polegar, simbolizando aprisionamento ou pedido de ajuda
Preservar a vítima
• O gesto pode parecer simples, mas carrega um significado claro para quem foi treinado para reconhecê-lo, garante a Brigada Militar.
• Ao visualizar esse sinal, o policial deve realizar a abordagem de forma estratégica, preservando a vítima e isolando o possível agressor.
• O sinal foi criado por uma organização não governamental canadense e se disseminou mundialmente como forma silenciosa de comunicação em situações de risco.
• O compromisso é que nenhuma mulher se sinta sozinha. Se houver qualquer indício, qualquer sinal, a Brigada Militar estará pronta para intervir.
• O importante é que a vítima saiba que há suporte, acolhimento e resposta rápida.