Brigada Militar atua na desmobilização da violência extrema
Atuação preventiva por meio da Patrulha Escolar e integrada com os demais órgãos
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Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Federal abordaram os desafios no combate à violência extrema em um dos painéis do Seminário “Precisamos Falar sobre Violência”, realizado na última sexta-feira (20/03), pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), em Porto Alegre.
O evento teve a apresentação do trabalho desempenhado pelo NUPVE, criado em 2024 para combater e prevenir todo ato de violência extrema praticado por adolescentes, o qual já capacitou 20 mil pessoas vinculadas aos setores da Educação, Saúde e Segurança Pública em 272 municípios gaúchos. Os pedidos de capacitações podem ser feitos pelo e-mail do MPRS: palestranupve@mprs.mp.br
Os promotores de Justiça Dorani Borges Medeiros e Leonardo Rossi explicaram que, entre os fatores que desencadeiam o ato de violência extrema, estão o excesso de telas e a fase da vida em que a necessidade de sentirmos pertencimento é três vezes maior. “Ao aprender os sinais que circulam em jogos, músicas, livros, tatuagens, filmes e, através de números e de símbolos utilizados, torna-se possível identificar os riscos e agir a tempo de interromper os processos de radicalização e salvar vidas,” disse Rossi. Para aprender quais são os sinais, clique aqui . Durante o evento, houve ainda o lançamento do projeto “Eu Enxergo os Sin@is" (aqui), para alertar pais e responsáveis sobre os riscos de ambiente digital e orientar a respeito das medidas preventivas.
Desafios
As misturas entre as diversas ideologias extremistas representam mais um desafio para interromper os processos de radicalização dos adolescentes e salvar vidas, conforme o Subdiretor do Departamento de Inteligência da Brigada Militar, Major PM Gabriel Leiria. “Há uma nova lógica no contexto dos atos de violência extrema, por isso não podemos ignorar os pequenos sinais, até os mais sutis merecem atenção,” alertou. Neste contexto, o Major destacou a atuação fundamental da Patrulha Escolar, bem como do trabalho realizado pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) da Brigada Militar, que passaram a contemplar também este tipo de prevenção.
A Delegada de Polícia do Rio Grande do Sul, Vanessa Pitrez, apresentou a estrutura organizacional do grupo multidisciplinar preparado para atuar no enfrentamento desses casos e acrescentou que os desafios incluem a atualização constante sobre os sinais que circulam por meio das redes sociais, bem como o monitoramento das mídias e de notícias. “É preciso proteger as comunidades e instituições, evitar destacar o agressor para minimizar o efeito contágio e o risco de imitação,” disse a delegada Vanessa.
Ao passo que há desafios, o trabalho integrado dos órgãos da Educação, da Saúde e da Segurança Pública, essencial para o enfrentamento da violência extrema, já acumula os resultados esperados, os quais incluem a interrupção dos processos de radicalização e o salvamento de vidas.